anti-matéria

Do outro lado do espelho há um mundo ao contrário,
onde os loucos ficam sãos; onde os ossos se desenterram
e regressam ao primeiro lodo do amor.

E ao entardecer o sol apenas se levanta.

Os amantes choram porque estão um dia mais novos, e breve
a infância lhes rouba o seu prazer.

Num mundo assim há muita tristeza que, claro,
é alegria.


Russell Edson

2 comentários:

mar disse...

este poema toca num ponto importante, o espelho, de ambos os lados, de todos os pontos, do branco ou do preto. é um poema de contrários que quando atados se cercam em certos. gosto.
principalmente de puder desdobrar o poema.

boa escolha luís
um beijo
deste
mar.

bruno sousa villar disse...

Esta aparente simplicidade esmaga-me.
Este homem é simplesmente prodigioso.