A rapariga de providence

Um nome arde tanto
de repente todos os caminhos parecem de regresso
a vida por si mesma não se pode escutar demasiado
a vida é uma questão de tempo
um sopro ainda mais frágil

a rapariga desce à pequena praça,
compra uma flor para ter na mão
uma forma intemporal de conservar
a perfeição ou a incerteza



José Tolentino Mendonça
A noite abre meus olhos
Assírio & Alvim, 2006

1 comentário:

luís nunes disse...

belo poema. aguça a minha vontade de comprar o livro.